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JOSÉ PEREIRA COUTINHO

Deputado à Assembleia Legislativa e Presidente da Direcção da ATFPM

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IAOD do Deputado Che Sai Wang em 16.12.2021

 

O Governo da RAEM deve adoptar, quanto antes, medidas para ptimizar o trânsito das grandes instalações e actividades

 

No dia 5 de Setembro de 2021, o Governo Central lançou oficialmente o “Projecto Geral de Construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”. Com o incentivo e a atractividade das diversas políticas, muitos cidadãos de Macau estão a optar por trabalhar ou adquirir imóveis na Ilha de Hengqin, na expectativa de obter mais desenvolvimento na sua carreira pessoal.

 

Desde a entrada em funcionamento do posto fronteiriço da Ilha de Hengqin, em 2020, muitos residentes de Macau apresentaram ao nosso Gabinete as suas opiniões sobre a falta de instalações complementares de trânsito nesse posto. Actualmente, aí não há nenhum parque de estacionamento público, e apenas é permitida a circulação de autocarros, táxis, “veículos com uma matrícula” ou “veículos com dupla matrícula”. Se os cidadãos pretenderem passar pelo posto fronteiriço de Hengqin conduzindo o seu veículo, só podem optar por deixar o seu carro no parque de estacionamento do antigo posto fronteiriço da Flor de Lótus, apanhando depois o shuttle bus. Devido à insuficiência de carreiras de autocarros e da sua frequência, se não for permitida a entrada de veículos particulares no posto fronteiriço da Ilha de Hengqin, será assim uma grande inconveniência para os cidadãos que queiram passar por aquele posto.

 

É de referir que a intenção original da abertura do Posto Fronteiriço de Hengqin era facilitar a circulação de pessoas entre os dois lados e promover ainda mais a cooperação entre Guangdong e Macau. Mas a actual situação contraria esta intenção original e resulta na redução significativa da vontade do público de efectuar a passagem fronteiriça através desse posto. O Governo anunciou em 2020 que, no futuro, os veículos particulares seriam autorizados a entrar no Posto Fronteiriço de Hengqin (lado de Macau) pela Ponte Flor de Lótus, mas até ao momento o calendário ainda está por materializar.

 

Mais, no terreno onde se localiza o Posto Fronteiriço de Hengqin (lado de Macau) não há lugares suficientes de estacionamento para veículos particulares. Ora, veja-se como exemplo o Posto Fronteiriço Qingmao, que entrou em funcionamento em Setembro de 2021, onde se encontram nos arredores 4 auto-silos, com um total de 4782 lugares de estacionamento. Para facilitar melhor as deslocações da população e promover o desenvolvimento comercial entre Guangdong e Macau, o Governo deve, a par de permitir, quanto antes, a entrada de veículos particulares de Macau no Posto Fronteiriço de Hengqin (lado de Macau), planear com antecedência os lugares de estacionamento e construir mais auto-silos em prol da melhoria das instalações complementares de trânsito, para evitar a falta de lugares de estacionamento aquando da autorização, no futuro, da entrada de veículos particulares neste posto fronteiriço.

 

Além da questão do posto fronteiriço de Hengqin, recentemente, o nosso escritório também recebeu uma outra opinião sobre o estacionamento. Como todos sabem, a MIF é (Tradução) 2/2 uma exposição internacional de grande envergadura que atrai anualmente a participação de muitas micro, pequenas e médias empresas. Mas os participantes indicaram que o fluxo de pessoas da 26.ª MIF diminuiu significativamente, principalmente porque o parque de estacionamento estava aberto apenas aos convidados VIP. Assim, muitos expositores não puderam transportar os seus produtos para a Feira, e os visitantes também não puderam estacionar os seus veículos. Mas, se o veículo estivesse estacionado fora do parque de estacionamento, seria, obviamente, um acto de estacionamento ilegal. Em comparação com a recente Feira Internacional de Automóveis, no “Venetian”, o parque de estacionamento estava aberto a todos os participantes, e o número de participantes foi, evidentemente, diferente do registado na 26.ª MIF.

 

Ao longo dos anos, a falta de lugares de estacionamento tem sido um problema que perturba muito a população de Macau. Assim, ao planear as infra-estruturas e organizar eventos de grande envergadura, o Governo deve planear e organizar, de forma prospectiva, as necessidades de deslocação dos residentes, arranjando lugares de estacionamento suficientes para facilitar as suas deslocações. Caso contrário, trata-se apenas de uma política que perturba a população e prejudica os seus recursos financeiros.

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