2021-11-25 IAOD
José Maria Pereira Coutinho
A ETERNA QUESTÃO DA GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Na Administração Pública da RAEM, administrar não significa apenas prestar e executar serviços de qualquer forma e sem metas concretas e mensuráveis, mas mais importante, é a partir das tutelas, ter a capacidade de orientar, dirigir e supervisionar os serviços da sua dependência e encontrar as melhores soluções para resolver os problemas internos dos recursos humanos, ao invés de os ignorar, como tem acontecido com alguma frequência.
Uma Administração Pública que queira ser eficiente, tem de implementar no seu dia-a-dia, uma política geral de valorização transparente e não discriminatória dos seus recursos humanos evitando o seu desperdício, ou seja, uma gestão direccionada à eficácia, eficiência interna na prestação de serviços públicos de qualidade e finalmente sujeita ao controlo externo da sociedade.
A transparência da máquina administrativa é a peça principal para que se realize uma boa administração, que se conheça os problemas internos e externos e as necessidades concretas dos cidadãos e a capacidade de encontrar as melhores soluções que promovam a melhoria das suas condições de vida.
Deste modo, é necessário e urgente restabelecer a confiança dos trabalhadores da função pública principalmente os trabalhadores da linha frente que são quem mais trabalho e pressão têm nestes tempos de pandemia. Porque eles são uma parte essencial “roda mecânica” da Administração Pública na prestação de serviços públicos de excelência aos cidadãos.
Sem vontade política, de confrontar os problemas internos de gestão, não há como resolver, o eterno problema de racionalizar, equilibrar e melhor aproveitar os recursos humanos espalhados nos diferentes serviços públicos. As tutelas devem encarar com coragem as injustiças de várias carreiras gerais e especiais incluindo a estagnação das carreiras, a não fusão de funções praticamente idênticas (fiscais inspectores) e o não pagamento de horas extraordinárias principalmente em tempos de pandemia e tufões. Estes são uns, dos muitos casos, por resolver e que têm desmotivado os trabalhadores e muitos pretendam deixar de trabalhar na função públicos após vinte anos de serviço efectivo.
Muito Obrigado.